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Por que sofremos tanto?






 


Em inúmeras correntes filosóficas, obras literárias, doutrinas religiosas e também na Ciência o sofrimento emocional humano é objeto de indagação. A definição etimológica de “sofrer” se refere à capacidade de suportar, tolerar, passar por.

Aqui, é necessário não romantizar o sofrimento emocional. O que precisamos é saber reconhecer o que nos causa dor psíquica, entender em que nível aquilo nos atinge e como podemos encontrar formas de atravessá-la.  

Sentimentos como tristeza, angústia e frustração constituem a estruturação emocional de um indivíduo desde a primeira infância. A forma como somos educados emocionalmente influencia diretamente na maneira com que lidamos com nossos sentimentos ao longo da vida. Muitas vezes, o que precisamos é “trocar de casca”, reavaliar verdades e métodos, ou seja, lançar constantemente um olhar analítico sobre nós.

Até assim, uma coisa é certa: sofreremos também nesta busca por sanar sofrimentos, já que precisamos nos desprender e o próprio crescimento é doloroso.

Enquanto humanos, já entendemos o básico: sofrer faz parte da nossa condição. O que precisamos, a partir disso, é buscar ferramentas para desenvolver nossas habilidades emocionais. E, apesar de ser um processo individual, quase nunca é possível resolver sozinho. Essa constatação atenta para a importância de se buscar um acompanhamento psicoterápico qualificado que auxilie na condução dessas dores. O sofrimento psíquico pode ser progressivo e a sua persistência pode desencadear desequilíbrios neuroquímicos, ocasionando transtornos mentais como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, entre tantos outros, que terão indicação de intervenção medicamentosa com assistência do psiquiatra.

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