O que é Masking?
O termo Camuflagem (Masking) social refere-se ao uso de
estratégias para minimizar a “visibilidade” das características do Transtorno
do Espectro Autista (TEA) em situações sociais.
Pode se apresentar de três maneiras:
- Compensação que prevê copiar comportamentos e falas, criar
um roteiro de uma possível interação social etc.;
- Mascaramento que seria a monitoração das próprias
expressões corporais e faciais, a fim de não demonstrar que a interação social
está exigindo um esforço desgastante;
- Assimilação que prevê atuação em determinado contexto
social, por meio de estratégias, comportamentos e até mesmo de outras pessoas,
para passar a impressão de que a interação social está sendo realizada.
A camuflagem pode ser adotada por meninos ou meninas, mas,
estudos mostram que a prática está mais presente em meninas. O diagnóstico de
TEA no sexo feminino é mais difícil de ser feito.
A camuflagem social contempla tanto o uso de técnicas conscientes
como inconscientes e, de toda maneira, exige um esforço cognitivo considerável
– para “mascarar”, assimilar ou compensar esses comportamentos do espectro
autista –, impactando com frequência em sofrimento psíquico. Não são raros os
casos de adolescentes que se apresentam com quadros de ansiedade, depressão
e/ou estresse, por exemplo, e, quando se submetem a uma avaliação
especializada, recebem o diagnóstico de TEA já com comorbidades.
Ter conhecimento sobre esse conceito é importante para
lançarmos um olhar integral aos pacientes – inclusive também aos que ainda não
receberam seu diagnóstico de TEA, mas apresentam dificuldades expressivas nas
situações sociais, além de quadros relacionados a sofrimento psíquico.

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