O mitômano — termo utilizado para denominar alguém que
manifesta tal inclinação — é muito diferente dos mentirosos ocasionais.
Além da frequência das mentiras o porquê de mentir também
não tem um motivo concreto.
Não há consenso sobre as causas exatas da mentira
patológica. No entanto, diferentes estudos apontam possíveis explicações, tais
como:
• problemas
no sistema nervoso central;
• traumatismos
ou lesões cerebrais;
• alterações
hormonais, com proporção atípica de cortisol e testosterona;
• demência
frontotemporal;
• distúrbios
de personalidade (dos quais seria um sintoma).
Mitômanos podem inventar histórias sobre qualquer coisa, de
situações cotidianas a eventos grandiosos. E, quando buscamos entender a
justificativa dessas fabulações, muitas vezes, não conseguimos compreender a
necessidade dele ter forjado tal realidade.
A mentira aparece como um hábito, um impulso, que não se
atém a um propósito específico.
Alguns sintomas da mitomania são:
• A
justificativa das mentiras não é clara;
• O
mentiroso crônico costuma se apresentar como herói/vítima;
• Muitas
mentiras envolvem feitos extraordinários;
• As
histórias parecem plausíveis;
• Se tornam
ariscos com questionamentos;
Entre outros fatores que podem fazer parte do transtorno.
Confrontar a mitomania, buscando desmascarar o mentiroso com
provas, não resolve o problema. Ele não irá mudar o comportamento, só porque
foi desmascarado.
Se você deseja ajudar uma pessoa com essa condição, busque
formas de incentivá-lo a procurar por um psicólogo, com gentileza e paciência.

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